FICHAMENTO DO TEXTO TOTEM E TABU EM COMPARAÇÃO AO TEXTO FREUD, RESPECTIVAMENTE ESCRITOS POR FREUD E TÁVORA
A
fim de elaborar o fichamento em tela, vale extrair informações importantes
acerca do Texto “Freud”, que faz parte da obra Epistemologia da Psicanálise,
escrita por Maria Cristina de Távora Sparano, para posteriormente trazer a
idéia central da função do pai em psicanálise e suas relações com a cultura
abordada no Texto “Totem e Tabu” escrito por Freud.
Assim,
é importante ressaltar que o extraordinário descrito por Freud (SPARANO, p.
13), nas suas asseverações, registra que o aditivo ético apresentado não é um
modelo verdadeiro/ideal, no entanto, “se tornam morais a partir de suas
observações”.
Verifica-se
que de acordo com SPARANO (p. 14) o extermínio do genitor e os atos
contemplativos e morais relativos à interação abstrata, intercedida pela falta
de verdade, estabelece à cadeia familiar cultural, constituída no contexto
primitivo. A imagem correlacionada junto ao genitor, quanto à violação da
gênese psicológica familiar, ameniza a agonia, contudo proporciona segurança em
desfavor do ato lesivo a estrutura familiar que sofrerá uma remodelação
funcional externa e interna ao lar. Portanto, o masculino, sofrerá pelo dano
psicológico em decorrência da divisão e interação das responsabilidades sociais
familiares.
O
simbolismo edifica particularmente através da violência psicológica, oriunda da
tensão eficaz ao conglomerado evolutivo familiar. Contudo, a desmoralização
psicológica junto ao genitor gera a ausência, bem como atenta ainda para a
aplicabilidade da punição e as tarefas corretivas e interativas. Esta questão
da psicologia deficitária familiar registra um embaraço emocional, produzido e
refreado pela figura paterna familiar.
Assevero
que a argumentação referente à importância do genitor na psicanálise e suas
afinidades com o costume familiar, reforçada por Freud tem como parâmetro os
episódios do contemporâneo e, ao mesmo tempo, faz uso do mito da eliminação
fatal da figura paterna, surge um modelo interativo familiar, no qual é latente
e reiterada, a desqualificação do exercício de autoridade e soberania do sexo
masculino sobre o feminino; tendo assim, o quesito sexual como fator principal
para o referido contexto, uma vez que, mesmo com a alteração do sujeito
dominador, existe a conservação da figura de representação social.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS:
FREUD,
Sigmund. Obras completas, volume 11: totem e tabu, contribuição à história do
movimento psicanalítico e outros textos (1912-1914)/ Sigmund Freud; tradução
Paulo César de Souza. 1ª Ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. Disponível
em:<www.companhiadasletras.com.br/trechos/13384.pdf>. Acesso em: 04 abr.
2018.
SPARANO,
Maria Cristina de Távora. Epistemologia da Psicanálise. Vitória, Universidade
Federal do Espírito Santo, Secretaria de Ensino a distância, 2017. Disponível
em: <www.especializacao.aperfeicoamento.ufes.br/pluginfile.php/33724/mod_resource/content/1/material%20did%C3%A1tico.pdf>.
Acesso em: 03 abr. 2018.
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