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A ANGÚSTIA NA CONCEPÇÃO DE LACAN, FREUD, HEIDEGGER E KIERKEGARD.


Com o advento da globalização, bem como a celeridade no desenvolvimento tecno-social no cotidiano escolar, cultural, familiar e religioso do indivíduo, também ocorreu uma evolução nos aspectos fisiológicos e psicológicos do sujeito.  Essa (r)evolução ocorreu em detrimento das inúmeras informações recebidas de várias arestas da terra, as quais são transmitidas com muita eficiência pelos carrosséis da comunicação e pela correlação social, seja ela integral ou não, que faz com que a identidade humana esteja em constante mutação.

Assim, diante da questão ora mencionada, faz-se necessário correlacionar os conceitos da angústia e suas ponderações nas concepções dos pensadores Lacan, Heidergger e Kierkegard. Destarte, os referidos filósofos identificaram que a anormalidade revivifica a lógica e sinaliza que não se ludibria, podendo ser perceptível pelo sujeito na sua decadência e cotidianamente na impessoalidade, vindo a registrar que tal questão é um anseio não metódico.

Deste modo, a elaboração de um panorama futurista visa edificar organismos para que empresas, governos e comunidades possam identificar ameaças e oportunidades futuras, traçando caminhos para minimizar os pontos fracos e aperfeiçoar os fortes, objetivando a interação cientifica dos filósofos ora avaliados em prol das análises retificadora e ratificadora dos processos da Psicanálise, Tecnociência e filosófico, em busca da assimilação e precaução da angústia.    

Portanto, temos que a identificação do cenário angustiante por Heidegger realça que a anomalia coloquial demonstra que o sujeito tenta fugir do próprio ser, contudo, este comportamento corrobora exatamente com os aspectos de angústia apresentados em determinadas pessoas, estas não conseguem identificar de onde surge a ameaça, logo somos capazes de afirmar que Heidegger assevera que a angústia apresenta quando a pessoa se encontra ameaçada pelo nada, algo vago. E diante disso, o artifício desse filósofo registra que a angústia não é um problema patológico, mas sim um meio de transformar o sujeito em um ser único, ou seja, naquele que, que por intermédio da ilusão, sabe quem verdadeiramente é. Consequentemente identificamos que, na concepção heideggeriana, o sujeito angustiado consegue interrogar a sua existência, bem como a sua importância no mundo.

Tendo os textos indicados como um meio de abalizar e referenciar os diversos conceitos sobre angústia apoiados por Heidegger, temos que a estrutura formal dos pesquisadores visa identificar os benefícios e ideias que auxiliem a minimização do real e irreal vivenciado pelo sujeito durante as crises de angústia. E diante dessas concepções, entendemos que a aplicabilidade do modelo filosófico exposto por Martin Heidegger objetiva evitar o caos angustiante do sujeito (pessoa).

Já Jacques Lacan assevera que a anomalia em torno da angústia se sobressai pela inquietação social brotada na conurbação geográfica formada pelas regiões metropolitanas. Diante desse aspecto, Lacan afirma que a edificação material capitalista da globalização farmacêutica é o processo empresarial focado na formalização da tecnociência, cujo objetivo central é identificar novos transtornos fisiológicos da sociedade humana, os quais foram corroborados no ano de 1952 com a criação do Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (DSM), no qual também se destaca a angústia. Essa ação empresarial, segundo Freud contraria o foco da filosofia que busca inibir e minimizar a anomalia, evitando a evolução da “situação de perigo”, descrevendo ainda que o nascimento do cidadão é a gênese do surgimento do contratempo psíquico do paciente com a angústia.

Apesar disso, segundo o professor Christopher Lane, a evolução capitalista farmacêutica contribuiu para a modificação de algumas dores sentimentais, como enfermidade mental, estas foram imediatamente catalogadas no DSM, ou seja, ocorreu um processo de generalização e/ou formalização dos comportamentos supostamente inadequados pela sociedade, em determinados períodos e regiões durante a evolução da humanidade, visando com isto o benefício econômico e a conseqüente minimização da suposta anomalia identificada por um processo de interesse Governamental e Empresarial.

Entretanto, o cenário angustiante realçado por Kierkegaard descreve que a angústia é o encanto desarmônico que caminha para a animosidade agradável. O modelo exposto pelo pensador em questão registra que a liberdade desperta a referida anomalia, e isso ocorre, pois ela convida e afugenta o mal aprisionado no inconsciente do paciente. Contudo, a angústia administra a visão do nada, ou seja, não deixa o inconsciente prisioneiro se aproximar do futuro, o que auxiliará na adoção de medidas qualificadas, mesmo com a redução temporal para definir a vertigem dos problemas livres. Essa abordagem se assemelha com o ato de praticar ou jogar qualquer modalidade esportiva estrategicamente, ou seja, quando na elaboração do plano tático e operacional do time a praticar uma atividade física. Nesse ínterim, o ponto chave estrutural da organização consiste em identificar os benefícios, os modelos organizacionais e as ideias que auxiliem na identificação do limite da angústia, que de acordo com Kierkegaard está entre a inocência e o pecado.

Não obstante, Kierkegaard revela que o tratamento da angústia, espelhado na filosofia e na psicanálise, é contrário à configuração ordenada do ditado. Desta forma avaliamos a anomalia angustiante, em conformidade ao pensador em questão com aquela em que “a angustia é antissistémica”. Com isto, fica reforçado que o sujeito se encontra com Deus através da fé e não pela razão, concretizando que o paciente que vive de forma singular está vulnerável “as disposições afetivas” das anormalidades mentais, em que se destaca a “angústia” e, todavia, a fé (como pensamento), as quais tornarão o paciente racional, oferecendo a minimização da anomalia através da identificação da sua existência como cidadão absoluto. 

Temos, portanto, que a coletânea informativa induz as diferentes inovações culturais, as tecnologias avançadas, as facilidades nos meios de comunicação, os vários estilos de vida e os costumes, como uma fonte que dificulta a identificação da origem angustiante.
Contudo, podemos ressaltar que Lacan é contrário a tecnociência, seguido por Heidegger que é o opositor da metafísica e Kierkegaard que se opõe (resiste) a todo desenvolvimento do seu pensamento “à organização hegeliana”.

Observa-se que Lacan, Heidergger e Kierkegaard possuem uma semelhança na resultante do que é “angustia”, todos contrariam o criacionismo do Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (DSM), asseverando que os conflitos socioeconômico são favoráveis a erradicação dos fatores ligados as anomalias mentais, identificadas em sua maioria para contrapor as ações humanas contrárias as regras formais impostas pela Globalização Capitalista.

Nada obstante, temos que diante dos argumentos observou-se que a diversidade cultural e religiosa fez com que os autores se diferenciassem em alguns aspectos científicos, analíticos e religiosos, quanto ao sucesso na identificação do que é “angústia”, perante a crise existencial do sujeito em todo mundo. Tal abordagem contribuiu para a estipulação de um ambiente favorável à pesquisa com cenários prospectivos, em que o objetivo principal é simplificar a anomalia ora identificada.

Ante tais abordagens, finalizo destacando que a Angústia é um acondicionamento que nos coloca em uma situação de “estranhamento” vivencial no mundo real. A angústia faz com que o ser (pessoa) se autocorrelacione, independente do cotidiano vivenciado pelo coletivo. Este comportamento deixa o ser sem a sua base estrutural familiar, reforçando a própria fustigação comportamental da referida anomalia. Assevero, também, que o ser sempre se preocupa com o dano emocional das pessoas que ele quer o bem, bem como com a base da angústia, que somos nós mesmos, sem o auxilio do outro.

Amparado no fundamento que a Filosofia é um apoio durável e seguro, empenhado em estudar a existência do homem, bem como os princípios e os valores de uma determinada época da formação social. Ou seja, é a busca científica formal em examinar como se dá a primeira e mais original compreensão do homem em sua gênese existencial, identificando que a Morte é o encerramento das atividades sociais evolutivas e interativas do ser com o seu próprio pensar, ou seja, o ser deixa de existir para a sociedade como colaborador filosófico existencial (presencial).


REFERÊNCIA:


HEDEGGER, Martin, 1889-1976. 2. Heidegger, Martin, 1889-1976. Ser e tempo – Crítica e interpretação. 3. Ontologia. 4. Espaço e tempo. I. Título. II. Série. Disponível em:

MURTA, Claudia. Angústia em Filosofia e Psicanálise. Disponível em: <www.especializacao.aperfeicoamento.ufes.br/pluginfile.php/27720/mod_resource/content/1/A_angustia_no _pensamento_de_Heidegger.pdf.> Acesso em: 21 mai.2018.
    
MURTA, Claudia. Angústia em Filosofia e Psicanálise. Disponível em: <www.especializacao.aperfeicoamento.ufes.br/pluginfile.php/27720/mod_resource/content/1/A_angustia_e_o_resto_entre_ Kierkaard_e_Lacan.pdf>. Acesso em: 21 mai.2018.

WERLE, Marco Aurélio. A angústia, o nada e a morte em Heidderger. Trans/Form/Ação, São Paulo, 26(1): 97-113, 2003. Disponível em: <www.especializacao.aperfeicoamento.ufes.br/pluginfile.php/27725/mod_resource/content/1/MA_Werle_-_Angustina_Nada_Morte_Heidegger.pdf>. Acesso em: 20 mai. 2018.


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