A filosofia está totalmente
interligada à vida humana, em todos os seus aspectos e contextos, uma vez que realizamos
questionamentos com o objetivo de traduzir, reconfigurar e compreender nossa
existência e tudo que está interligado a ela. Sendo assim, a filosofia tem como
objetivo trazer ao homem um conhecimento racional e, consequentemente, atingirá
seu ápice dentro da educação.
A educação e a filosofia se
complementam, integram e se auxiliam, na medida em que trabalhando em conjunto
possibilitam ao ser humano uma transformação econômica, psicológica, social e
cultural; uma vez que se vinculam na necessidade do homem de se recriar e,
paralelamente, compreender a essência de uma forma ampla, eficiente e
organizada, mediante o estabelecimento de verdades parciais e o aperfeiçoamento
dos sistemas, contribuindo assim para a recriação da educação e da própria
filosofia.
Desta forma, é nítido que a
filosofia tem como função justificar e compreender o comportamento e as
atividades humanas e, também, suas nuances, e com isso possibilita-se
influenciar de forma impactante os processos evolutivos da educação, a fim de
torná-la simplistamente complexa, palpável e adaptável às transformações da
sociedade.
Portanto, a partir do
momento que a filosofia e a educação se interligam e o profissional da educação
se permite aprender a ver e a ouvir, como indicado, respectivamente por Nietzsche
(“a primeira tarefa da educação é ensinar a ver”) e Rubem Alves (“a arte de ouvir é
mais fundamental do que a de falar e expor o conteúdo programático”), todas as
figuras do processo educativo passam a obter vantagens; criam-se olhos
sensíveis a tudo o que está ao redor, de forma complexa e profunda, bem como um
ouvir amplo e perspicaz, contribuindo para que o professor exerça seu papel de
mediador, na construção do saber do aluno, possibilitando a criação de um
ambiente de elaboração e reelaboração do conhecimento e do saber e, por
conseguinte, explicitando a relação da filosofia com a educação.